terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Coisa passageira

Diz o Arnaldo Jabor, que só os idiotas são felizes, e que sejamos idiotas durante o dia, não priorizando coisas que muitas vezes às tornamos complicadas.

Mas há momentos no dia, em que ser "idiota" é ser "idiota", pelo interminavél querer insistir em acreditar que as coisas e pessoas serão diferentes, que serão passíveis de mudanças com o passar do tempo, ou que ao menos sofram pequenos surtos de uma metamorfose. Ai você, na sua idiotice, às vezes com uma pequena pitada de não ter vergonha na cara e uma folha miúda de burrice, comete sempre o mesmo erro de tentar mais uma vez, sem nunca ter tido a verdadeira reciprocidade.Mas o que vale é o pensamento positivo, não é verdade? O que vale é nadar e morrer na praia do que apenas ficar olhando o mar e imaginando tal coisa. Ai no final das contas, depois de ter cometido o ato, vem o arrependimento: que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás*, mas como o tempo não volta fica a revolta momentânea, e o próprio desprazer do ser.

Você começa a relembrar e re-viver flashes de vida, como fotos repetidas em rolos de filmes de 1800 e lá vai batatinha. Se recompõe das lembranças e percebe que de nada vai lhe adiantar ter arrependimentos, de ter nadado e morrido na beira da praia, mas a sensação de um belo nado nas boas àguas de Iemanjá, fortalece, energiza e lava a alma.

Morreu na beira de ter nadado muito. Melhor que não ter vivência ou experinência, e ter morrido sentado à beira do mar, mirando "um abismo". Idiota?Um dia. Agora meio(a)-idiota, idiota-meio(a) e um pouco de pé na tábua.


*Adriana Falcão

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Re(a)mando...

Reamando
amando
ama
mando
anda

um eu.detalhes.do.eu


Reformulando
formulando
fórmula

mula

ando








"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia.

Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser à toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.

Remar. Re-amar. Amar."



( Caio Fernando Abreu)

Madrugada à dentro

Parte 1

Em fase de transição...e a Clarice (Lispector) define melhor:

Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância. Pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono! Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer…

“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."

Parte 2

Em desejos... perdidos e entrelaçados na trança que a mão faz aos fios de uma coloração denominada castanho, assim como seus olhos: médios ou intensos?

Saudades e vontades, perdem-se aos pensamentos e na melodia que acompanha lembranças.

Sorrisos.

Parte....

Qualquer uma: de partir, de metade, de 1/3,do meio, da partida, do pedaço, do vegetal.do fim,da matéria, do olhar, do corpo, da alma, do que lhe convém.

Baboseiras e blablablás....


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um corpo

Bem-estar de um instrumento usado para viver e conviver.
Uma harmonia em seu conjunto. Olhares lhe cercavam durante toda a noite. Vozes sopravam palavras de provocações, músicas insinuavam vontandes, corpos se movimentavam. Lá fora, a lua tinha os olhos sempre a espreita, minutos derramando mágia, minutos a se esconder.
Lá dentro aquela harmonia de um corpo inteiramente feminino, expirava sensações, olhares o cercavam.

Mais tarde,em seu refúgio, despiu o corpo como ha muito não fazia, banhou-se, observando cada parte ao alcance dos olhos, depois se encontrou com o espelho, no qual refletiu cada olhar fixado por alguns segundos entre curvas, retas e paradas.

Uma menina, uma mulher. Se encantou e desejou por minutos. E como não desejar!?!Toda aquela harmonia, uma textura de pele, retas, diagonais, pontos e circunferências. Falando em circunferências, minutos de desejos, observações sobre influência da cheia lua, tão misteriosa, tão bela e imprevisível quanto aquele momento.


*sem revisão

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder


Hoje eu quero somente esquecer


Quero o corpo sem qualquer querer


Tenhos os olhos tão cansados de te ver

Na memória, no sonho e em vão






Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer



E a noite não tarda a nascer
*Descansa coração e bate em paz



*Composição: Simons & Marques / Alberto Ribeiro