terça-feira, 12 de abril de 2011

Corre..

"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta, o que ela quer da gente é coragem."

(Guimarães Rosa)

domingo, 10 de abril de 2011

Sem títulos

      Mais uma noite, a danada da madrugada sempre companheira.Por vezes ociosa, mas produtiva.Na sede de água, de carinho, de beijinho, de leitura, de conhecimento, um abraço.Abraçando tudo que de bom aparecer.

     Ando em surtos da escrita, são só surtos momentâneos. Férias aqui, trabalhos acolá, produção sempre presente. A aquisição de conhecimentos em geral e específico tem sido gratificante, assim como o simples fato de viver. Como diz a progenitora, na vida tudo tem seu tempo.Tempo que sempre se fez presente desde o instante em que se fez ausente.Altos, baixos, medianos, pequenos grãos do tempo.

      Tenho "re-aprendido" a me comunicar. E como tem sido boa esta vã,simples, pequena e atual filosofia. Se deixar permitir em ser, sem muitos receios, sem muitos dedos, sorrir e chorar, dançar, cantar, vibrar, correr, e recuar. Recarregar baterias para um novo dia e para o novo.

       Amar em atos de amor, de amar o bom dia, do amor ao abraço, do carinho sem compromisso,do carinho em si, amar assim de forma espontânea e natural, que nem uma criança. Sem trocas, favores, pudores, rumores,sem...sem permitir que o amor venha desfalecer de todo o prazer de se auto conhecer.
 
 
      Que a leveza sentida a cada amanhecer, este aprendizado e toda essa sede saciada a cada gole expirando e inspirando seja constante pelo tempo que o próprio tempo desejar.
... e que assim seja.

sábado, 9 de abril de 2011

Garoa, brisa gostosa.Chuva e clarões. Corre que o céu anuncia a chegada de um novo tempo.

A chuva trouxe com ela, sensações mil, todas juntas, misturadas, bagunçadas sem hora e nem lugar. Trouxe a saudade já esquecida, lembranças adormecidas.

Mas há quem diga que mudanças ocorrem ao passar das estações, há quem diga que sim ou que não. São sentimentos esquecidos pelo tempo, sem a presença, sem lembranças. Onde do tempo se fez trabalho, diversão, paz.Esperar cansa. Não alcança. Deixa vestígios em caminhos distintos, perdidos aos cantos.

A certeza do incerto emalguns instantes invade, diz olá e se despede em meios à receios de suas incertezas. Teme o re -encontro um mero re-viver.

Chuva. Ventos frios que aquecem memórias e pensamentos. Vela sono de criança. E acorda em câmera lenta, pois a vida pede passagem, fazendo - se notar, entre serenidade e ócio. Entre saudades, alegrias e tristezas. Em meio as transições...

Na madrugada me encontro, despida em corpo e alma, no desejo preguiçoso à cada noite de expor palavras, sentidos confusos, alguns sem conclusões, sem revisões.

um sono bateu à porta...vou vê qual é a dele, já volto.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Gestos

Pequenos poros exalam felicidade, calor de amizades.
Amigos são testemunhas de vida...

Pequenas coisas, emboras pequenas
Deixam uma ponta de incômodo.

Um simples olhar sorrir
Uma simples expressão quebra.

Um terromoto de insatisfações crava à pele
Refletindo em pedaços do próprio espelho.

Uma brisa toca pessoas e espalha alegria.
Induz e faz acontecer, bolhas de sorrisos, marcas de felicidade.

Pequenas coisas, embora que pequenas
Algumas são tempero, outras nos fazem lembrar do quanto é bom viver...

e amar a própria vida.